Conheça  a verdadeira história da Mineração no Brasil

A história da mineração no Brasil como atividade socioeconômica começa no século XVII, com as expedições chamadas entradas e bandeiras que vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planalto Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.[1]

 

A descoberta de ouro, diamante e esmeraldas nessa região provocou um afluxo populacional vindo de Portugal e de outras áreas povoadas da colônia, como São Paulo de Piratininga, São Vicente e o litoral nordestino. Já de início, o choque na corrida pelas minas levou a um conflito entre paulistas e outros (Guerra dos Emboabas).

 

O país passou por sensíveis transformações econômicas em função da mineração. Um novo pólo econômico cresceu no Sudeste, relações comerciais inter-regionais se desenvolveram, criando um mercado interno e fazendo surgir uma vida social essencialmente urbana. A camada média, composta por padres, burocratas, artesãos, militares, mascates e faisqueiros, ocupou espaço na sociedade.

 

As minas propiciaram uma diversificação relativa dos serviços e ofícios, tais como comerciantes, artesãos, advogados, médicos, mestre-escolas entre outros. No entanto foi intensamente escravagista, desenvolvendo a sociedade urbana às custas da exploração da mão de obra escrava. A mineração também provocou o aumento do controle do comércio de escravos para evitar o esvaziamento da força de trabalho das lavouras, já que os escravos eram os únicos que trabalhavam.

 

Apesar de modificar a estrutura econômica, manteve a estrutura de trabalho vigente, beneficiando apenas os ricos e os homens livres que compunham a camada média. Outro fator negativo foi a falta de desenvolvimento de tecnologias que permitissem a exploração de minas em maior profundidade, o que estenderia o período de exploração (e consequentemente mais ouro para Portugal).

 

Assim, o eixo econômico e político se deslocou para o centro-sul da colônia e o Rio de Janeiro tornou-se sede administrativa, além de ser o porto por onde as frotas do rei de Portugal iam recolher os impostos. A cidade foi descrita pelo padre José de Anchieta como “a rainha das províncias e o empório das riquezas do mundo”, e por séculos foi a capital do Brasil.

 

Os principais minérios do Brasil

 

Ferro

No final do século XVIII o ferro foi descoberto no Brasil e passou a ser útilizado no século XIX, em Minas Gerais.

 

O Brasil possui a quinta maior reserva do mundo, possuindo um grande volume de minério. Com o alto teor de ferro contido nesses minérios, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de ferro do mundo.

 

Os principais minérios do ferro são:

Magnetita – 72,4% teor de ferro.

Hematita – 70,0% teor de ferro.

Limonita – 59,9% teor de ferro.

Siderita – 48,0% teor de ferro.

 

As principais jazidas de ferro brasileiras são: Quadricêntrico ferrífero (Minas Gerais), Serra dos Carajás (Pará), Morro do Urucum (Mato Grosso do Sul).

 

Quadrilátero de Ferro de Minas Gerais

O Quadrilátero de Ferro de Minas Gerais é a principal área produtora de minério de ferro do Brasil, responsável por aproximadamente 75% da produção nacional. Com 8.000km2 essa área abrange as cidade de Belo Horizonte, Congonhas do Campo, Itabirito, Ouro Preto, Mariana e Santa Bárbara.

 

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é a maior empresa produtora de minério de ferro do Brasil, fornecendo tanto para o mercado externo quanto para o interno.

 

A maioria das produções para o mercado externo é escoada pela estrada de ferro Vitória-Minas até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

 

Morro do Urucum em Mato Grosso

Está localizado na região do Pantanal no Mato Grosso do Sul. Existem alguns estorvos no aproveitamento dos recursos dessa área, como a grande distância dos maiores mercados de consumo, e a baixa qualidade do minério. Por isso, a produção desses minérios ainda é muito pequena, e é especialmente destinada para a Argentina e Paraguai.

 

Serra dos Carajás no Pará

Localizada no Sudeste do Pará, é considerada uma das maiores jazidas de ferro do mundo, sendo desvendada em 1967 pela Companhia Meridional de mineração (subsidiária do U.S. STEEL Corp.).

 

Possui grandes reservas de ferro e manganês, em média há uma produção mineral de 50 milhões de toneladas anuais. O minério é escoado pela estrada Ponta da Madeira até o Terminal Itaqui, em São Luís, no Maranhão.

 

A Companhia Vale do Rio Doce detém o direito de exploração da Serra de Carajás.

 

Manganês

O Brasil possui a sexta maior reserva do mundo de manganês, sendo aproximadamente 53.790 toneladas. As jazidas de manganês mais importantes estão localizadas na Serra dos Carajás (PA) e no Quadrilátero do Ferro (MG).

 

Cerca de 95% do manganês é aproveitado na indústria, e essa grande utilização faz deste minério estratégico, pois seus principais consumidores, como os EUA, França, Alemanha, Japão, não possuem reservas.

 

Alumínio

O Brasil ocupa a 3ª posição em reserva de alumínio, que tem a bauxita como o principal minério. As reservas mundiais de bauxita chegam a 28,8 toneladas, e o Brasil possui 13,5% deste total. Os depósitos estão localizados aos redores da região Amazônica, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

 

Cobre

É um dos metais mais consumidos mundialmente, ultrapassado apenas pelo ferro e pelo alumínio. Os minérios mais importantes são os sulfetos, que contém até 2,0% de cobre.

 

As maiores reservas de cobre do mundo estão no Chile (27,3%) e nos estado Unidos (15,1%). O Brasil possui apenas 1,9% das reserva mundias e uma produção que chega a cerca de 0,4% da produção mundial, ou seja, nosso país é bastante carente deste metal, se constituindo um grande comprador no mercado mundial.

 

As jazidas brasileiras de minério de cobre mais importantes são: Camaquã (RS), Caraíba (BA), Carajás (PA).

 

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A mineração

 

O interesse pela mineração, que era considerada nova fonte de lucros, começou quando a cana- de- açúcar estava em queda. Assim começa a chamada “corrida contra o ouro”, que foi provocada em algumas regiões por desempregados, que partiram atrás da ideologia de se tornarem ricos, assim procuravam trabalho. Foi uma fase em que economia tinha se voltado para a extração mineral. Minas Gerais, Mato grosso e Goiás foram as principais regiões. Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração.

A mineração também foi desenvolvida através do ouro aluvião, que era conhecido por suas características, um baixo nível técnico e um baixo esgotamento das jazidas.

Se casou com Bernarda Luís, era filha de Domingos Luís, que era chamado de o coveiro e de Ana Camacho. Tiveram muitos filhos, uma geração numerosa, entre eles dois que se destacam bastante como, o Bandeirante Bartolomeu (O moço) Bueno, que tinha o mesmo nome do avô, tinha também o Amador Bueno que também era bandeirante havia sido agraciado com o nome de seu pai.

 

Legislação, órgãos e tributos da mineração:

Em 1702 foi quando Portugal criou um Regimento das Terras Minerais, que controlava a exploração, o que acabava por modificar a Carta Régia(1602), que estabelecia uma livre exploração, com o pagamento do quinto para a metrópole. Em 1720 foram criadas as Casas de Fundição, que tinha por objetivo a tornar efetivo a cobrança do quinto, mas só entrou em vigor cinco anos depois. Já em 1735 haviam estabelecido um novo imposto a Capitação, que cobravam 17 gramas por em atividade na mineração, sendo que cinco anos antes o quinto passou por uma redução.

Em meados de 1750,conseguiram instituir o quinto por estimativa, que ficou conhecido como Finta. Já em 1765 foi estabelecido a derrama, uma cobrança do quinto atrasado.

 

A exploração dos diamantes:

A exploração do diamante, pedra em no século XVIII, o Brasil se tornou um grande produtor, tendo o monopólio de sua produção. Em 1729 foi quando encontraram as primeiras pedras de diamante. O governo português acabou se tornado ainda mais exigente, começou a demarcar cuidadosamente o território da atividade, esse território que hoje rodeia Diamantina.

Antes da descoberta do diamante, não vivia muita gente eram cerca de 5 00 habitantes, mas em 1733, estima-se que cerca de 40 000 pessoas já garimpavam em Distrito Diamantino, como era chamado na época.

Mas em 1832 foi decretada a liberdade de exploração.

 

As conseqüências da mineração:

A mineração foi muito importante para o desenvolvimento do país, e teve com ela muitas conseqüências, como por exemplo na colônia, que conseguíamos ver na vida política, econômica e administrativa. No século XVIII ouve uma exploração populacional onde conseguiram ultrapassar a margem de mais de um milhão de habitantes. Em 1763 foi transferida a capital de Salvador para o Rio de Janeiro, com ordens do Marquês de Pombal. A mineração regularizou o desenvolvimento do comércio, juntamente com a urbanização.O que ajudou com a anulação da demarcação feita pelo Tratado de Tordesilhas, foi a corrida do ouro, quando no interior do Brasil começou a haver povoamento.

 

Uma cultura Minera:

A cultura minera tem uma grande influência, para o Brasil. Nas formas esculturais temos Aleijadinho, um dos importantes nomes do barroco mineiro, na litura os poetas Árcades como Tomé Antonio Gonzaga e Claudio Manuel da Costa. Em meados do século XVIII, alguns artistas barrocos já se destacavam, como Lobo de Mesquita, músicas sacro-barroca que eram ouvidas em missas lideradas pelo padre José Maurício Nunes Mesquita. Já no século XIX um dos compositores mais famosos e de forte influencia se destaca, como: Ary Barroso, assim também os ritmos como: Samba, chorinho e as marchinhas.

 

Fonte: Wikipédia/Colegioweb

 

Fotos: Brazil Minério, Marcelo Prates/Folha Press